Levantamento aponta que ocupações se espalham do Centro para áreas como Aldeota e Bairro de Fátima. Moradores relatam medo, falta de higiene em vias públicas e desvalorização de imóveis abandonados.
A ocupação de calçadas e imóveis abandonados por populações de rua em Fortaleza tem gerado insegurança e problemas de saúde pública em bairros tradicionais da capital. O fenômeno, antes concentrado no Centro, agora avança por áreas como Aldeota, Benfica e Bairro de Fátima. Moradores relatam dificuldades de convivência e cobram ações imediatas da prefeitura e do governo do estado para o acolhimento dessas pessoas e a revitalização dos espaços.
Expansão do problema e insegurança
Historicamente comum em locais como a Praça do Ferreira, a presença de pessoas em situação de vulnerabilidade mudou o cenário de bairros residenciais. Barracas, colchões e utensílios domésticos são instalados em pleno espaço público, muitas vezes ao lado de casas habitadas há décadas.
A vizinhança aponta que o acúmulo de lixo e a falta de saneamento básico são constantes. Dejetos são deixados em sacos nas calçadas, comprometendo a higiene das vias. Além disso, imóveis abandonados que servem de abrigo tornam-se, em alguns casos, pontos de consumo de drogas, o que aumenta a sensação de insegurança e intimidação de antigos moradores.