A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com o prolongamento do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos. O fechamento do Estreito de Ormuz e a instabilidade na região já provocam alta nos preços do petróleo e do gás natural, o que deve impactar diretamente a economia brasileira a partir de maio.
Alta do petróleo e do gás
O barril de petróleo Brent já atingiu a marca de US$ 100, enquanto o índice JKM (referência asiática para o gás) subiu cerca de 50%. Como os contratos industriais de gás no Brasil são indexados a esses indicadores, o reajuste deve ser repassado aos consumidores em 1º de maio.
A variação é calculada com base na média dos últimos 90 dias. Segundo o Conselho de Infraestrutura da CNI, o preço do gás no Brasil já é um dos mais altos do mundo, e novos aumentos comprometem a competitividade do setor produtivo.
Setores mais afetados
O aumento nos custos de insumos deve gerar uma reação em cadeia em diversos segmentos:
Fertilizantes: O gás natural é a principal matéria-prima para a produção;
Indústrias de base: Alerta para os setores químico, siderúrgico, petroquímico, de cerâmica e vidros;
Energia Elétrica: Pressão sobre os custos das 178 termelétricas a gás em operação no país.
Atualmente, a geração térmica a gás representa 9% da potência instalada total do Brasil. A alta do combustível pode encarecer a conta de luz caso essas usinas precisem ser acionadas com maior frequência.
Risco para novos investimentos
As turbulências no mercado de Gás Natural Liquefeito (GNL) acendem o alerta para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), marcado para a próxima semana. A percepção de risco pode inviabilizar projetos de novas usinas termelétricas que dependem do combustível importado.
A CNI defende a discussão imediata de medidas para minimizar a alta desses insumos. O objetivo é proteger o consumidor final e garantir que a indústria brasileira consiga manter suas atividades sem perda de mercado para produtos estrangeiros.
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Fonte: FIEPA | SESI | SENAI | IEL
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