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sábado, 14 de março de 2026

Guerra no Oriente Médio ameaça elevar custos de gás e energia para a indústria

 


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou preocupação com o prolongamento do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos. O fechamento do Estreito de Ormuz e a instabilidade na região já provocam alta nos preços do petróleo e do gás natural, o que deve impactar diretamente a economia brasileira a partir de maio.

Alta do petróleo e do gás

O barril de petróleo Brent já atingiu a marca de US$ 100, enquanto o índice JKM (referência asiática para o gás) subiu cerca de 50%. Como os contratos industriais de gás no Brasil são indexados a esses indicadores, o reajuste deve ser repassado aos consumidores em 1º de maio.

A variação é calculada com base na média dos últimos 90 dias. Segundo o Conselho de Infraestrutura da CNI, o preço do gás no Brasil já é um dos mais altos do mundo, e novos aumentos comprometem a competitividade do setor produtivo.

Setores mais afetados

O aumento nos custos de insumos deve gerar uma reação em cadeia em diversos segmentos:

  • Fertilizantes: O gás natural é a principal matéria-prima para a produção;

  • Indústrias de base: Alerta para os setores químico, siderúrgico, petroquímico, de cerâmica e vidros;

  • Energia Elétrica: Pressão sobre os custos das 178 termelétricas a gás em operação no país.

Atualmente, a geração térmica a gás representa 9% da potência instalada total do Brasil. A alta do combustível pode encarecer a conta de luz caso essas usinas precisem ser acionadas com maior frequência.

Risco para novos investimentos

As turbulências no mercado de Gás Natural Liquefeito (GNL) acendem o alerta para o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), marcado para a próxima semana. A percepção de risco pode inviabilizar projetos de novas usinas termelétricas que dependem do combustível importado.

A CNI defende a discussão imediata de medidas para minimizar a alta desses insumos. O objetivo é proteger o consumidor final e garantir que a indústria brasileira consiga manter suas atividades sem perda de mercado para produtos estrangeiros.

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Fonte: FIEPA | SESI | SENAI | IEL

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